O concurso Miss Brasil Europa é muito mais do que uma competição de beleza. O evento reúne brasileiras que encontraram no exterior a oportunidade de recomeçar, construir novas histórias e representar a força feminina além das fronteiras do seu país de origem. Em uma gala marcada por emoção, elegância e histórias de superação, Dayanne Almeida Dias conquistou o título de Miss Brasil Europa 2023, tornando-se símbolo de determinação para milhares de mulheres.
Nascida e criada em Belo Horizonte, em uma comunidade entre os bairros Jardim Castanheiras e Alto Vera Cruz, Dayanne, hoje com 31 anos, construiu sua trajetória com trabalho, persistência e coragem. Após concluir o ensino médio, iniciou sua carreira no comércio como vendedora. Em 2016, aos 24 anos, decidiu mudar-se para Portugal em busca de novas oportunidades e de uma vida diferente da que conhecia no Brasil.
Antes da coroação, no entanto, houve um longo caminho de preparação, desafios e descobertas.
Como surgiu o convite para participar do concurso?
Dayanne: Em 2018 eu trabalhava como modelo e a empresa para a qual prestava serviços, a Grega Joias, era uma das patrocinadoras do Miss Brasil Europa. Fui convidada para assistir à gala daquele ano e foi lá que conheci Ana Paula Schwartz, CEO do concurso. Ela foi extremamente gentil comigo e acreditou no meu potencial desde o primeiro momento.
Na ocasião, fui convidada para participar da edição seguinte, mas por questões pessoais precisei recusar. Alguns anos depois recebi uma mensagem dela pelo Instagram renovando o convite. Dessa vez aceitei sem hesitar. Passei pela avaliação do casting e, pouco depois, recebi a confirmação oficial da minha participação.
Como foi a preparação e a convivência com as outras candidatas?
Dayanne: Foi uma experiência transformadora. Tivemos diversas reuniões, ensaios, acompanhamento físico e psicológico, além de passeios e atividades em grupo. O objetivo era que nos conhecêssemos e criássemos uma ligação verdadeira.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, não havia rivalidade. Construímos amizades, trocamos experiências e aprendemos juntas. Isso tornou a competição muito mais leve e saudável.
Durante a gala houve um momento em que o nervosismo apareceu. O que passou pela sua cabeça naquele instante?
Dayanne: Durante meu discurso sobre miscigenação, por alguns segundos esqueci parte da fala. Foi um momento de tensão porque eu estava bastante preparada para aquela etapa. Mas respirei fundo e ouvi o apoio da apresentadora Gabrielly e do público presente.
Aquilo me trouxe tranquilidade para continuar. Depois desse episódio, decidi me entregar completamente à experiência. Na passarela, apenas pensei em transmitir alegria e mostrar quem eu realmente sou. Dancei, sorri, cantei e aproveitei cada segundo. Antes mesmo da coroação eu já me sentia vencedora por ter chegado até ali.
O que sentiu quando ouviu seu nome como vencedora?
Dayanne: Achei que a parte mais difícil já tinha passado, mas a expectativa da coroação foi ainda mais intensa. Meu coração disparou, minhas mãos ficaram geladas e eu mal conseguia manter o sorriso.
Quando ouvi meu nome sendo anunciado, toda a emoção veio à tona. Foi impossível conter as lágrimas. Naquele momento senti gratidão, orgulho e uma felicidade imensa. Lembrei de toda a minha trajetória, dos desafios enfrentados e das pessoas que acreditaram em mim.
Quais são os seus planos durante o reinado?
Dayanne: Quero aproveitar cada oportunidade que surgir para crescer profissionalmente e como ser humano. Pretendo investir ainda mais na carreira de modelo, ampliar meus conhecimentos e utilizar a visibilidade do título para inspirar outras mulheres.
Também desejo participar de projetos sociais e ações que possam contribuir para a vida de pessoas em situação de vulnerabilidade. Minha história é uma prova de que não importa de onde você vem. Com coragem, dedicação e persistência, é possível transformar sonhos em realidade.
Hoje, além do título de Miss Brasil Europa, Dayanne representa uma nova geração de mulheres brasileiras que encontraram no exterior não apenas um novo país para viver, mas a oportunidade de reescrever a própria história.
