Em tons de azul: a artista portuguesa que transforma a natureza em obras únicas
Em uma época marcada pela produção em massa e pela velocidade do consumo, o trabalho artesanal volta a ganhar espaço entre pessoas que procuram autenticidade, significado e conexão emocional com a arte. É neste universo que se destaca Raquel Maria da Silva Alves, artista plástica e fundadora do projeto Be Brave in the Blue World.
Formada em Fotografia pelo Instituto Português de Fotografia, Raquel encontrou na cianotipia uma forma singular de expressão artística. A técnica centenária de impressão fotográfica, conhecida pelos seus característicos tons de azul profundo, tornou-se a base de um trabalho que une natureza, criatividade e contemplação.
Cada peça criada pela artista é produzida manualmente, respeitando o ritmo do processo artesanal e a interação com a luz solar. Utilizando papel de aguarela, tecido e elementos botânicos, Raquel transforma folhas, flores e formas naturais em composições únicas, impossíveis de serem reproduzidas exatamente da mesma maneira.
O projeto nasceu da sua paixão pela fotografia e da descoberta deste método alternativo de impressão. Autodidata, dedicou meses ao estudo e aperfeiçoamento da técnica, aproveitando o período de confinamento para mergulhar profundamente nesse universo criativo. Em 2021, apresentou o seu trabalho ao público nos mercados de rua portugueses e, pouco tempo depois, conquistou espaço em lojas físicas de Lisboa, iniciando uma trajetória de crescimento e reconhecimento.
Hoje, o Be Brave in the Blue World reúne uma coleção de posters decorativos, postais, cadernos e tote bags que carregam a assinatura artística de Raquel. Mais do que objetos decorativos, as suas criações propõem uma experiência sensorial.
Para a artista, o azul representa paz, liberdade e contemplação. É uma cor que convida à desaceleração e ao reencontro com aquilo que realmente importa. Através das suas obras, procura criar ambientes que transmitam serenidade e contem histórias sobre quem os habita.
Movida pela liberdade criativa e pela ligação profunda com a natureza, Raquel continua a expandir o seu trabalho, demonstrando que a arte, quando nasce da autenticidade, tem o poder de criar conexões duradouras entre pessoas, espaços e emoções.
